19 dezembro 2014

No passado...

Imagine a cena: nas ruas do Brasil colonial, quituteiras vendem uma iguaria feita de rapadura e amendoim. Quando elas se distraem, moleques danados passam correndo e surrupiam um quitute. Para dizer que não é preciso roubar, as mulheres gritam: “Pede, moleque, pede!”. Assim foi batizado o nosso pé de moleque, um clássico que surgiu no Brasil em meados do século 16, com a chegada da cana-de-açúcar à Capitania de São Vicente.

O doce não era assim uma baba de moça, ou seja, o favorito da elite. Era pop entre os pobres e inicialmente conhecido por quebra-dentes ou quebra-queixo. Para explicar a mudança de nome, além da versão acima, há outras duas hipóteses, ambas relacionadas aos intrépidos moleques de outrora. Uma delas vem da semelhança entre a aparência do doce e os pés dos meninos que viviam descalços na rua. A outra explicação relaciona o visual da guloseima ao calçamento colonial de pedras irregulares, que levava e ainda leva o nome de pé de moleque – que, por sua vez, faz referência aos pezinhos pouco delicados da molecada.




Onde encontrar o melhor pé de moleque do Brasil? Anote: Piranguinho, pequena cidade no sul de Minas Gerais, que leva o título de Capital Nacional do Pé de Moleque.

Fonte: Revista Casa&Comida

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