09 dezembro 2015

Vamos falar de música? Boa música!

Eu admiro, respeito e fico de queixo caído com as pessoas talentosas. Seja quem domina a arte da gastronomia: ao preparar alimentos que provocam explosões de sabores em nosso paladar. Até aquelas pessoas com ideias geniais para uma pintura ou escultura que nos deixam hipnotizados em museus e galerias.

A arte de produzir algo com as próprias mãos me fascina desde pequena e vai da escrita ao artesanato e da culinária a música. Mas para tudo isso é preciso técnica, treino e claro, o mais importante: talento.

Foi aí - nesse adjetivo tão raro de se achar - que esbarrei dia desses. Fui pega de surpresa ao descobrir o talento nas mãos de um jovem pianista brasileiro. Bastou a primeira audição do recém lançado "Rios que Navego", para o cd não sair do "repeat" do meu aparelho de som (aliás, estou ouvindo ele agora).



Fernando Leitzke é de Pelotas, no Rio de Grande do Sul,  mas decidiu viver no Rio de Janeiro. E esses dois "Rios" formaram a simbiose perfeita para o nascimento do álbum de estreia do artista.

Com 5 músicas próprias e outras regravações de mestres como Pixinguinha, Tom Jobim e Radamés Gnatalli, o pianista conseguiu criar um disco cativante, cheio de sambas, camdombes, choros, um bolero e até uma valsa.

O disco surgiu graças ao apoio financeiro de amigos que contribuiram para as músicas saírem das partituras e alcançarem ouvidos mundo afora.



O primeiro show aconteceu na Casa do Choro, aqui no Rio de Janeiro, e curiosa - fui assistir. Foi aí, ao vivo, que descobri que talento, paixão e alma são sinônimos perfeitos para quem faz o que ama.

Leitzke fez um verdadeiro espetáculo acompanhado por outros grandes músicos que assim com ele, sabem que um instrumento é capaz mudar de vidas.

Não sou crítica musical, mas amo boa música, e sei que esse pianista vai ter muitos e lindos Rios para navegar pela frente.

Fica a dica hein, galera! Aliás, já comprei 3 cds iguais a este para presentear familiares loucos por música nesse Natal. :)


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