07 janeiro 2016

Dica de filme: As Sufragistas


"Somos metade da raça humana, não há como deter todas nós", disse Maud Watts, a protagonista do filme.

Nisso minhas lágrimas escorreram, não por fraqueza, mas por saber de nossa força!

Eu deixei a sala de cinema com uma sensação de soco no estômago. Era uma dor na alma, uma tristeza e uma linda certeza: de que nós mulheres - somos sim-  o sexo forte! Aliás, fortíssimo!

Através das décadas já fomos humilhadas, ignoradas, assediadas e agredidas e se a gente parar pra pensar, até hoje precisamos lutar por nossos direitos. Pela igualdade entre os gêneros. E claro, evitar todo tipo de violência contra as mulheres.

Na Arábia Saudita, foi agora, em dezembro de 2015 que as mulheres finalmente tiveram direito ao voto. :O

O filme "As Sufragistas" poderia estar falando delas, as mulheres sauditas. Mas nos deu uma outra aula de história: a das mulheres inglesas, que passaram 50 anos pedindo pelo direito de votar e nunca foram ouvidas.

Trabalhavam desde a infância, numa jornada dobrada a dos homens, ganhavam menos, bem menos, e como de costume eram assediadas. E claro que, as que lutavam por seus direitos, eram tidas como loucas e histéricas. Ah, isso em 1909, mas poderia ser agora em 2016.

O filme, com cenários e figurinos de décadas passadas, apresenta um tema tão atual: a nossa luta. A luta das mulheres.

Eu não vou ficar aqui falando a trama do filme e nem contar a história, para não cortar o barato de você caro leitor e leitora deste blog.

Mas recomendo que você leve o máximo de amigos e familiares para assistir, aliás, insista para que seu companheiro, marido, namorado, ficante, pai, irmão ou primo, vá ao cinema!

Não se trata de um filme sentimentalista ou um dramalhão histórico. Ele é a realidade, pura e super atual.

Os machões hostis e grosseiros que andam por nossas cidades, em ruas, escolas, praias, prisões, lojas e até no Congresso Nacional devem temer um filme como esse. E sabe porquê?

Porque ele inspira mulheres a serem guerreiras ainda mais fortes e persistentes.

Sabemos que os homens ainda são uma maioria no Planeta. São 3,65 bilhões do sexo masculino e 3,60 bilhões do feminino. Isto é, eles são 50 milhões de homens a mais, o que daria 632 Maracanãs lotados.

Mas e desde quando, nós tememos estádios, torcidas ou qualquer maioria?

Eu reafirmo o que disse a sufragista do filme:"Nós, as mulheres, somos a metade da raça humana", e viemos sim, para ficar e lutar!

Avante, gurias!

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