26 setembro 2017

Nasceu o maior amor do mundo

Foi no dia 26 de setembro de 2017 que eu descobri o maior amor do mundo, pelo menos do meu mundo! 

Vicente nasceu com 3.880 kg e 49 cm: um gurizão!
 Com 39 semanas e 3 dias, meu pequeno guerreiro venceu uma situação tensa e inesperada e veio ao mundo. Contrariando tudo aquilo que eu havia planejado e mostrando que nós não temos controle nenhum sobre a vida, Vicente chegou e ressignificou tudo! Bem vindo, meu pequeno! 
O mundo é uma aventura! TE AMO!

15 agosto 2017

Parede geométrica: pintei e amei

Deixa uma parede branca perto de mim "pá" tu ver...
Tem momentos que a gente quer mudar completamente um ambiente. E foi exatamente isso o que aconteceu comigo durante a arrumação da casa para a chegada do baby! 
 
Mas ao olhar as opções nada me agradava, foi aí que eu decidi botar a mão na massa e criar a minha própria parede personalizada! 

Eu optei pela parede do meu quarto onde fica a sapateira e onde - agora - tem uma cômoda! Fiz triângulos e formas geométricas com fita crepe e usei 4 tintas diferentes da Suvinil: Crômio, Elefante, Almas Gêmeas e Branco Neve (todas foscas e aveludadas). O resultado final é esse da foto acima, e eu sinceramente não canso de olhar, fiquei tão apaixonada por essa parede que já quero pintar outra! 

Seguem inspirações para quem quiser se aventurar no maravilhoso mundo das paredes geométricas!

04 julho 2017

Hotéis do Mundo: Washington D.C


     Eu sempre tive um pequeno preconceito em visitar os Estados Unidos, porque achava mais produtivo conhecer o Velho Mundo! Ledo engano! Descobrir a América do Norte foi uma das experiências mais enriquecedoras da minha vida. E o ponto de partida foi a capital: Washington DC. Na época, o presidente ainda era o Obama. E eu  - sinceramente - fiquei encantada com os museus da cidade: se soubesse tinha ficado mais dias por lá! Além de alguns passeios, hoje o post é sobre a hospedagem!


      Decidimos ficar no Washington Plaza Hotel, um hotel daqueles grandalhões e que ficava nos arredores do National Mall, onde ficam as principais atrações turísticas da cidade (dá uns 20 min a pé do hotel). Mas pra nós isso pouco importava, gostamos de caminhar e descobrir lugares. Bom, ao chegarmos no hotel, ganhamos um upgrade no quarto e ficamos com essa vista para a piscina, que aliás, funcionava até as dez da noite(depois dos passeios nos esbaldamos nela)

    Washington não tem nada de burocrático, é um lugar lindo, cheio de prédios históricos, árvores e ruas amplas. Aqui é a legítima terra do poder, onde estão a Casa Branca, o Capitólio, a Suprema Corte e uma infinidade de museus maravilhosos. Pra quem ama história e política vale muito a pena conhecer!
     Além de tudo isso, a cidade tem ótimos restaurantes. Fomos no Ben's Chili Bowl onde o presidente Barack Obama e o ator Bill Cosby adoram comer hot dog. O molho chili vai em tudo, até nas batatas fritas. É forte, mas muito saboroso! Eu adorei!


    Outro lugar para comer, numa linha de restaurantes elegantes é o badalado Rasika, de comida indiana. O lugar é lindo, o atendimento de primeira e os pratos com muito curry e pimenta. Para quem gosta é uma super dica! Mas calma, tem uma "entrada" maravilhosa que não tem quase pimenta, é o Palak Chaat. Eu escolhi ele o meu prato favorito em Washington. E detalhe: leva apenas espinafre, tomate, cebola, yogurte e sal/pimenta a gosto! Delicious!


 Além dos passeios e da comida maravilhosa, a capital americana nos mostra fatos históricos tão importantes e legais que faz a gente querer ser quase um Congressista! Mas os meus lugares favoritos por lá são: o United States Botanical Garden e a apaixonante National Gallery of Art! Tão poderosos quanto qualquer presidente!




13 junho 2017

My baby: quartos modernos e sem gênero

A prendada aqui já tá toda alegre em poder fazer muitos objetos no maior estilo "Do It Yourself" para o quarto desse baby que tá chegando! Já comecei a pintar as paredes do quarto e o berço já foi escolhido. Agora fico mais louca que o Bozo buscando ideias e inspirações pela internet pro restante da decoração.

Bom, eu detesto aquela decoração clássica e tradicional com ares nobres e cores que definem gênero. Curto algo mais moderno e com cores neutras. Por isso, vou dividir aqui com vocês algumas referências, voilá...

O que eu amei: essa frase da música que eu já canto para esse baby e os pompons no berço
O que eu amei: a neutralidade do preto & branco
O que eu amei: essa paleta de cores com verde água em contraste com a madeira dos móveis
O que eu amei: parede cinza - que segundo o Feng Shui - traz equilíbrio, já que mistura o preto e o branco, o yin e yang
O que eu amei: esse grafismo através dos adesivos na parede
O que eu amei: berço de madeira e tapete gráfico
O que eu amei: os adesivos triangulares na parede
Bom, acho que já dei umas pistas do que vou fazer no quarto. Todo o processo de transformação vai ser registrado e compartilhado com vocês. Aliás, quem aí tem mais ideias pra me passar?! Manda a foto do teu baby room que eu vou amar!

07 junho 2017

Eu?! Grávida?! Sim!



Para ser franca nunca planejei e nunca planejarei ter um filho. Nunca tive aquele sonho de ser mãe. Sério mesmo! Sempre defendi a redução do número de habitantes do planeta. E caso houvesse um chamado maternal, sempre cogitei a adoção como uma possibilidade real. Mas a natureza biológica e fisiológica às vezes - ou várias vezes - nos prega peças (até mesmo com o uso de métodos contraceptivos), e quando menos se espera lá tá o teu corpo mostrando as mudanças: eu acreditava que estava apenas com gastroenterite, gastrite e indisposições estomacais. Ledo engano. Era a incontrolável divisão celular acontecendo dentro de mim.

Depois do susto, sim foi um susto, eu comecei a pensar e pensar e refletir sobre a maternidade - que apesar de pensada - é algo muito passional. Os primeiros 3 meses foram terríveis: com enjoos, náuseas, dores e azia. E mais todo aquele turbilhão de emoções que a alteração hormonal provoca. Minha imunidade segue baixíssima, caiu e deve ter atingido as camadas mais profundas da terra ou se perdeu pelo aquífero guarani e nunca mais voltou... Mas ainda assim, agora que me encontro nos quase 6 meses de gestação a montanha russa das emoções vai e vem, provocando arrepios na nuca, frio na barriga e o desconforto físico por conta da tal imunidade. É, gravidez é para os fortes, ou melhor, as fortes. E ainda nos chamam de sexo frágil, ahã, sei!

Mas foi aí que eu comecei a perceber que o que me difere dos homens é isso: o sagrado feminino. Esse ventre que mensalmente sangra a espera de brotar uma vida. O útero é um poderoso órgão, é nele que se desenvolve a vida e sem ele nós simplesmente não existiríamos. Foi aí que a minha ficha caiu, que as coisas começaram a fazer um pouco de sentido nessa existência tão egoísta que eu tive nesses quase 34 anos de presença na Terra.

Gerar uma vida é o que me aproxima dos outros animais, me torna ainda mais mamífera, mas selvagem. Eu me afasto do racionalismo humano, desligo um pouquinho o meu córtex cerebral e vivencio o primitivo em mim. Nesse louco processo da vida eu choro, canto, rio, penso, sinto e me fortaleço. Se vou ser uma boa mãe? Não sei. Acho muita pretensão! Quero mesmo é que esse bebê tenha muita saúde, pois o amor já transborda em meu coração. Relembro aqui a sábia frase do escritor José Saramago:

 “Filho é um ser que nos foi emprestado para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isso mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é expor-se a todo o tipo de dor, principalmente o da incerteza de agir corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo.”


20 maio 2017

Maxi tricot é o quente do inverno

O inverno ainda nem chegou mas o item de decoração - e super útil - que tá fazendo a cabeça de quem ama produtos feitos a mão, são as maxi mantas de tricot. Elas podem servir como cobertor de cama ou em cima do sofá. Fica realmente lindo e o processo de fabricação é totalmente artesanal.
Eu adoraria ter uma dessas, mas aqui no Rildy (RJ) não faz tanto frio assim, por isso, só vou ficar curtindo as fotos que servem de inspiração...





16 abril 2017

Hotéis do Mundo: Sheraton Buenos Aires

Hoje eu vou falar de uma cidade que eu sou completamente apaixonada, e a qual já fui duas vezes! Na primeira ocasião, como turista e depois trabalhando como repórter. As duas experiências foram incríveis e eu voltarei sempre que possível para "Mi Buenos Aires Querido".

No Caminito: bairro histórico e charmoso
A cidade tem um certo charme Europeu na América do Sul. Suas ruas, seus prédios históricos, seu povo, tudo super encantador. Durante a minha passagem a passeio, que durou 4 dias, eu decidi ficar no Hotel Sheraton Libertador. Situado na Avenida Córdoba, ele fica apenas 3 quadras da famosa Avenida 9 de Julio e só a uma quadra da badalada rua de compras Calle Florida. Melhor impossível, hein?!
Fachada do Hotel Sheraton Libertador: super bem localizado 
Percorremos a cidade de cabo a rabo, conhecemos muitos pontos turísticos, museus e lugares históricos. Buenos Aires é uma cidade antiga mas com muitos bairros modernos. Além disso, os turistas são super bem tratados, pelo menos nós fomos. E acabamos de vez com aquela rixa boba com os "hermanos".

No hotel: quarto espaçoso, cama super grande e deliciosa (confesso que a gente se sentiu tão bem que dormia muito), mas pra nossa sorte, o café da manhã durava até às 11 horas da manhã. Então conseguíamos acordar e se alimentar com tranquilidade, num verdadeiro brunch de luxo. Depois, de barriga cheia, saíamos para passear e nem era preciso parar para almoçar.

Fizemos a tradicional rota turística, mas devido a um amigo argentino, conhecemos alguns bares frequentados apenas pelos "locais", então as noites e madrugadas eram regadas a cerveja Quilmes ou um bom vinho tinto argentino.
Chegando durante a madrugada no hotel 

Bom, vamos falar sobre a hospedagem: o hotel é tranquilo, silencioso, com quartos amplos e todo conforto que a gente precisa numa viagem. Com certeza, foi um dos melhores que já ficamos, apesar do preço salgado, uma diária custa em média 500 reais. Na época que fomos a crise não tava apertando os bolsos, e sinceramente, às vezes, vale a pena pagar um pouco mais caro e ter a certeza de que tudo vai ser bom no quesito hospedagem!
Flagra matinal enquanto em me maquiava para sair
Como eu esqueci de fazer fotos das instalações, sugiro que vocês procurem no Booking.com e no TripAdvisor. Mas sério, não tenho do que reclamar do hotel e do atendimento. Sobre Buenos Aires: por favor, se programe e vá conhecer, tudo é maravilhoso e a proximidade com o Brasil torna os preços das passagens aéreas ainda mais atrativas. Aproveite!

Assim como o Brasil, a Argentina também enfrenta intensos problemas políticos!

12 abril 2017

Livro do mês: Budismo e Limpeza


A dica do mês é sobre esse gracioso livro: "Manual de Limpeza de um Monge Budista", da Editora Planeta. Segundo o budismo, fazer faxina significa remover as impurezas do espírito. De acordo com o livro, respeitar os objetos de nossa casa nos ajuda a respeitar as pessoas. E quanto mais cedo a gente realiza as tarefas de limpeza, melhor.

Aliás, a primeira e principal dica do autor, o monge Keisuke Matsumoto, é de NÃO DEIXAR PARA LIMPAR A SUJEIRA AMANHÃ. A premissa é a daquele velho ditado: não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje. Não deixa aquela louça suja do jantar na pia, nem a cama desarrumada, isso só traz mais preguiça e negligência para o espírito.

Quem não respeita os objetos também não vai respeitar as pessoas. Se tudo se torna inútil e desnecessário em algum momento, então tudo é potencialmente lixo, até as relações humanas. Por isso, ao limpar a sua casa, manuseie os objetos com cuidado e gratidão.

O autor diz: "Por que nos sentimos atraídos por estilos de vida naturais e simples? Porque, em algum lugar dentro de nós, há a certeza de que a modernidade não trouxe de fato a alardeada liberdade. Acredita-se que liberdade é fazer o que se quer na hora em que se deseja. Porém, a liberdade, de fato, é viver em paz, com o coração pleno de felicidade. E isso se obtém somando cada uma de nossas ações. O tempo dedicado à limpeza, por exemplo, traz uma sensação de plenitude que se estende durante a permanência no ambiente".

Te interessou?! Então pode investir no livro! Além de um bom guia de organização da casa, ele traz aquelas premissas básicas do budismo, e que gente devia incorporar cada vez mais nas nossas vidas!

30 março 2017

Moda: Inverno feito à mão

Lembra dos blusões de lã ou tricot que a gente usava na infância?! Eu lembro e até sinto saudades! Venho de uma família onde as mulheres eram ótimas crocheteiras e tricoteiras, mas infelizmente - ainda - não aprendi essas técnicas! Sentiram o determinismo no AINDA?! Afinal, nunca é tarde para aprender algo novo! :)

Mas tem muita gente por esse mundo afora que manteve a tradição e sabe fazer peças lindíssimas.

Quem me conhece sabe que eu amo trabalhos manuais, e sou verdadeiramente uma grande entusiasta deles. Afinal, sabemos que essas técnicas são milenares. Serião! Tudo teria começado lá com os egípcios, onde o entrelaçamento era feito com a ajuda de ossos e madeiras. Em países Europeus, de extremo frio, como a Inglaterra, a técnica começou com mulheres que faziam meias e cachecóis para proteger os maridos e as crianças durante o inverno.

De lá pra cá, o mundo mudou, mas o que parecia ser coisa da vovozinha, tem conquistado cada vez mais grandes grifes de moda. Não que a gente vá comprar peças caríssimas, mas serve como inspiração, né?!

Dessa vez, o crochet e o tricot voltam com tudo para o inverno de 2017. É isso mesmo, pode pedir pra tua avó, mãe ou tia fazer um blusão lindo, colorido e bem modelado ao corpo.


Pelo menos foi assim que a Maison Balmain, a famosa marca francesa de alta costura, investiu na coleção Resort 2017. Com muitas linhas, tramas, macramês e crochet!

Olivier Rousteing é o jovem estilista que assumiu a marca há 6 anos. Desde então, ele trouxe um frescor para a Balmain, e claro, introduziu mais peças artesanais. O resultado é sensualidade, capricho e aquele toque de exclusividade, que só peças feitas à mão trazem!


As peças são super coloridas e servem de inspiração para trazer mais graça nas tão sóbrias roupas de inverno. Te inspirou? Sabe fazer? Conhece alguém que faça? Ó, quem sabe até julho não ficam prontas, hein?!


15 março 2017

Inhotim: Visitou, deslumbrou!


O título desse post faz jus a tudo que eu ouvi antes, durante e depois de conhecer o Instituto Inhotim, o maior museu de arte contemporânea a céu aberto da América Latina.

Há anos eu queria fazer essa viagem para Brumadinho, cidade que abriga o Museu em Minas Gerais.  A visita é realmente indescritível, só indo pra sentir, viver e entender. A dimensão do lugar, e a relação das obras e das galerias com o espaço tornam a visita singular. E oh que de museu eu entendo e gosto, viu! Já percorri muitos por aqui e acolá! Mas esse tal de Inhotim, vou te dizer: tem algo que foge do óbvio.




Com certeza o mérito para tudo isso é da natureza. Extravagante, soberana, única. Ela é a própria obra, ela abriga a arte e transmuta nossos sentidos.

Em 2004 o espaço surgiu para a abrigar a coleção de Bernando Paz, empresário do ramo da mineração e siderurgia. Ele se desfez da coleção de obras modernistas, que incluía Portinari, Di Cavalcanti, Guignard,  para formar o acervo de arte contemporânea que hoje está exposto em Inhotim.


Mas só em 2006 ele foi oficialmente aberto ao público. O Museu abriga obras desde a década de 70 até a atualidade. Nele estão expostas criações de Adriana Varejão, Hélio Oiticica, Tunga, Lygia Pape, Cildo Meireles, Valesca Soares e dezenas de artistas internacionais.

O Museu fica dentro de uma área de Mata Atlântica, com mais de 786 hectares, então separe dois dias da sua agenda para conhecer e caminhar por tudo com tranquilidade e prazer. Atualmente, ele conta com 23 galerias, mas todo ano é inaugurada uma área nova.


Além de arte e natureza, o Instituto Inhotim oferece restaurantes, lojas e deliciosos  espaços de descanso, como 98 bancos do designer Hugo França, espalhados pelo museu. O primeiro foi colocado debaixo de um Tamboril, a árvore que virou símbolo de Inhotim. E oh que legal: os bancos são feitos de troncos e raízes de pequi-vinagreiro, árvore comum na região, que são encontrados caídos ou mortos na floresta.


Bom, não adianta eu falar do quanto eu amei esse lugar, você tem que ir e se deixar encantar.  É, definitivamente, amor à primeira vista! E que vista!


08 março 2017

A dor nossa de cada dia


Não vejo motivos para comemorar o dia 8 de março com flores ou bombons, não é isso que queremos! Nem foi por isso que batalhamos. A data, que em 1857 marcou a luta de mulheres operárias - que paralisaram suas atividades por melhores condições de trabalho e igualdade - continua atual até hoje e de maneira incansável. Mas foi só depois da tragédia que ocorreu em 1911, quando uma fábrica têxtil de Nova Iorque pegou fogo, vitimando 130 mulheres que morreram carbonizadas, que a data começou a ser oficialmente instituída e "celebrada". Mas vem cá, celebrar o quê, hein!?!

Mais de cem anos se passaram e nós continuamos aqui: lutando bravamente pelo fim da desigualdade entre homens e mulheres, pelo fim do machismo que humilha, maltrata, agride e mata.

Como repórter, por 8 anos eu ouvi, escrevi e coloquei no ar com grandes equipes de jornalismo, centenas (isso mesmo), centenas de histórias tristes e chocantes.E a grande maioria, adivinhe? Eram histórias de mulheres e de meninas que foram abusadas, violentadas, estupradas e mortas. Eu conheci inúmeras delegacias da Mulher no Rio Grande do Sul, em São Paulo e no Rio de Janeiro. E as histórias, quase sempre se repetiam! Cada vez que uma mulher, uma mãe, uma filha, chorava ao dizer o que sentia, eu chorava junto. Fraqueza?! Não! Dor e medo! Ser mulher é conviver diariamente com o medo. O medo de sair na rua, o medo de um assovio qualquer se transformar numa perseguição, o medo de ficar sozinha dentro do ônibus, de ir à praia para ler um livro e um homem se aproximar e te assediar, o medo dos olhares, o medo do companheiro ser violento, o medo de estar, o medo de ser.

E esse medo se potencializa quando vemos que estamos longe, muito longe de alcançar uma sociedade igualitária, justa e mais respeitosa. Cada vez que um homem tira uma foto do corpo de uma mulher na rua, ele pratica o machismo, ele invade o espaço daquela pessoa, ele vê o nosso corpo como um objeto. E depois disso, vem a cantada infame, a mão - que de "boba" não tem nada - no meio de um bloco de carnaval ou festa, os assédios, os excessos e toda aquela violência que os homens insistem em perpetuar ao longo dos séculos.

Até quando?! Será preciso que nós mulheres tenhamos uma nova geração de filhos e filhas que se respeitem mutuamente? Será preciso a humanidade se reinventar para valorizar o sagrado feminino?!

Na antiguidade, e tô dizendo civilizações milenares, as mulheres eram reverenciadas, o ciclo da mulher era comparado aos ciclos da terra de gerar frutos e alimentos . As mulheres eram protegidas e amparadas, mas o que aconteceu de lá pra cá?! A soberania masculina, a imposição do mais forte sobre o mais fraco, o patriarcado, o poder , a submissão. Foi isso e muito mais, que até hoje nos fazem querem entender porque os homens querem provocar essa dor, essa desigualdade e essa opressão? O machismo é uma forma de dominação, e o feminismo não é seu contrário. Ele é uma luta por direitos iguais.

A escritora Clara Averbuck explica em poucas linhas, e de maneira tão simples e eficaz, o que é o feminismo:

"Feminismo não prega ódio, feminismo não prega a dominação das mulheres sobre os homens. Feminismo clama por igualdade, pelo fim da dominação de um gênero sobre outro".

É isso, é tão fácil de entender! Queremos que os homens respeitem as nossas escolhas, os nossos direitos. Queremos companheiros que estejam lutando ao nosso lado e não perpetuando a sexualização de nossos corpos, queremos trabalhar tanto quanto eles, e ter o salário equiparado. Queremos dividir as tarefas domésticas. Queremos amor, queremos amar.  Afinal, nessa luta,o feminismo é a forma que encontramos de combater a dor nossa de cada dia.

08 fevereiro 2017

Esmaltes inspirados na Mulher Maravilha

Vazaram fotos aqui pela internet de uma suposta  e novíssima coleção de esmaltes da Risqué inspirada na Mulher Maravilha.

Pelas fotos, a gente pode observar que são 6 cores diferentes, com nomes que remetem as características e acessórios da minha amazona preferida. São 4 esmaltes cremosos e 2 metálicos. Confere aí nas fotos:




Mas não foram só as cores que me deixaram encantada! Também foi divulgada uma foto de uma nécessaire com o símbolo da Wonder Woman. Ainda não se sabe se a bolsinha vai ser vendida junto com o kit, ou é apenas divulgação.


A empresa Risqué ainda não confirmou o anúncio da coleção oficial, mas essas fotos já causaram muita alegria entre os fãs da heroína! Eu já tô apaixonada! :)