13 junho 2017

My baby: quartos modernos e sem gênero

A prendada aqui já tá toda alegre em poder fazer muitos objetos no maior estilo "Do It Yourself" para o quarto desse baby que tá chegando! Já comecei a pintar as paredes do quarto e o berço já foi escolhido. Agora fico mais louca que o Bozo buscando ideias e inspirações pela internet pro restante da decoração.

Bom, eu detesto aquela decoração clássica e tradicional com ares nobres e cores que definem gênero. Curto algo mais moderno e com cores neutras. Por isso, vou dividir aqui com vocês algumas referências, voilá...

O que eu amei: essa frase da música que eu já canto para esse baby e os pompons no berço
O que eu amei: a neutralidade do preto & branco
O que eu amei: essa paleta de cores com verde água em contraste com a madeira dos móveis
O que eu amei: parede cinza - que segundo o Feng Shui - traz equilíbrio, já que mistura o preto e o branco, o yin e yang
O que eu amei: esse grafismo através dos adesivos na parede
O que eu amei: berço de madeira e tapete gráfico
O que eu amei: os adesivos triangulares na parede
Bom, acho que já dei umas pistas do que vou fazer no quarto. Todo o processo de transformação vai ser registrado e compartilhado com vocês. Aliás, quem aí tem mais ideias pra me passar?! Manda a foto do teu baby room que eu vou amar!

07 junho 2017

Eu?! Grávida?! Sim!



Para ser franca nunca planejei e nunca planejarei ter um filho. Nunca tive aquele sonho de ser mãe. Sério mesmo! Sempre defendi a redução do número de habitantes do planeta. E caso houvesse um chamado maternal, sempre cogitei a adoção como uma possibilidade real. Mas a natureza biológica e fisiológica às vezes - ou várias vezes - nos prega peças (até mesmo com o uso de métodos contraceptivos), e quando menos se espera lá tá o teu corpo mostrando as mudanças: eu acreditava que estava apenas com gastroenterite, gastrite e indisposições estomacais. Ledo engano. Era a incontrolável divisão celular acontecendo dentro de mim.

Depois do susto, sim foi um susto, eu comecei a pensar e pensar e refletir sobre a maternidade - que apesar de pensada - é algo muito passional. Os primeiros 3 meses foram terríveis: com enjoos, náuseas, dores e azia. E mais todo aquele turbilhão de emoções que a alteração hormonal provoca. Minha imunidade segue baixíssima, caiu e deve ter atingido as camadas mais profundas da terra ou se perdeu pelo aquífero guarani e nunca mais voltou... Mas ainda assim, agora que me encontro nos quase 6 meses de gestação a montanha russa das emoções vai e vem, provocando arrepios na nuca, frio na barriga e o desconforto físico por conta da tal imunidade. É, gravidez é para os fortes, ou melhor, as fortes. E ainda nos chamam de sexo frágil, ahã, sei!

Mas foi aí que eu comecei a perceber que o que me difere dos homens é isso: o sagrado feminino. Esse ventre que mensalmente sangra a espera de brotar uma vida. O útero é um poderoso órgão, é nele que se desenvolve a vida e sem ele nós simplesmente não existiríamos. Foi aí que a minha ficha caiu, que as coisas começaram a fazer um pouco de sentido nessa existência tão egoísta que eu tive nesses quase 34 anos de presença na Terra.

Gerar uma vida é o que me aproxima dos outros animais, me torna ainda mais mamífera, mas selvagem. Eu me afasto do racionalismo humano, desligo um pouquinho o meu córtex cerebral e vivencio o primitivo em mim. Nesse louco processo da vida eu choro, canto, rio, penso, sinto e me fortaleço. Se vou ser uma boa mãe? Não sei. Acho muita pretensão! Quero mesmo é que esse bebê tenha muita saúde, pois o amor já transborda em meu coração. Relembro aqui a sábia frase do escritor José Saramago:

 “Filho é um ser que nos foi emprestado para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isso mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é expor-se a todo o tipo de dor, principalmente o da incerteza de agir corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo.”