30 novembro 2018

2019: tendência tie dye na decoração

Toalha de mesa entre o tie dye e o dip dye (quando se faz um degradê com a tinta) 
A técnica amplamente difundida nos anos 70, deixou de ser estampa de camiseta de praia e promete invadir a decoração das casas na próxima estação. O verão de 2019 pede toda a leveza do Tie Dye, a estamparia que não foi criada pelos hippies, não.

Almofadas com a técnica oriental conhecida como shibori
Pelo contrário, esse tipo de estampa artesanal, onde os mais diversos padrões são feitos através de amarrações nos tecidos já era utilizado pelos povos da Ásia e da África desde o século VI, e tudo feito com pigmentos e tintas naturais, obtidas através de flores, frutos e plantas.

Roupa de cama: luxo no estilo boho
A estampa tie dye combina com jogos de cama, toalhas de mesa, almofadas, guardanapos, toalhas e adivinhem? Já existem até mesmo azulejos inspirados nesse estilo tão lindo.

Novidade: azulejos em tie dye, marca Decortiles
Eu sou completamente suspeita para falar, porque eu amo essa ideia! Acho o tie dye lindíssimo e super em conta, aliás, vocês sabiam que eu estou estudando o tingimento natural, a impressão botânica e as fibras naturais?! Parece que o tie dye me deixou muito inspirada, minha gente! Aguardem que em 2019 vai ter muita "decor" linda por aqui! :)

Para deixar a mesa posta no capricho: guardanapos em tie dye

27 novembro 2018

Ai, ai, ai, Mamain: Amamentação

A amamentação, por si só, já é um tabu e tanto na nossa sociedade. Primeiro, porque durante toda a gravidez só se fala no parto, no bebê, no quarto, nos cuidados. Eu percebi que essa importantíssima parte da nova vida da mãe recém nascida é pouco falada, explorada, debatida. E em segundo lugar, a gente sabe que amamentar em público gera olhares e cochichos (que eu não ligo e nem dou bola). Amamento meu filho na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê. 

 
Mas amamentar é um desafio, sim. E não acontece de um jeito natural e simples. O bebê não vem com manual. Cada mulher tem um peito diferente e cada filho se adapta de uma maneira única.
De inicio, logo após o parto, vem o COLOSTRO, aquele líquido aguado pré leite e que a gente sabe que o bebê precisa. Vicente ao nascer e ao ser colocado no meu colo virou a cabeça em direção ao peito, tentei dar de mamar, acho que não fluiu, claro que não rolou, mas só me lembro de beijá-lo loucamente por minutos e mais minutos.

A minha primeira lembrança, foi lá, no quarto do hospital, com a enfermeira dizendo: "tá na hora do bebê mamar". E graças ao apoio que eu recebi na gravidez, com dois cursos de amamentação e mais o atendimento da minha enfermeira obstetriz, eu sabia o bê-a-bá da amamentação: pega correta, boca do bebê em toda aréola, queixo pra baixo, bico no céu da boca do bebê. Ahhhhh, monamu, na teoria tava uma beleza. Mas foi botar o guri no peito pro dilema começar...
Quem disse que ia ser fácil?

Enfia o peito ali, ajeita os braços do nenê acolá, e haja paciência, mamain!

O bebê precisava mamar a CADA TRÊS HORAS, ISSO MESMO, TRÊS HORAS!
Sabem o que eu fiz????
Chamava a enfermeira para me ajudar. SEMPRE! (Essa é a minha dica de ouro enquanto você estiver no hospital). Só assim, com o suporte de quem estava acostumada com o dia a dia dos bebês recém nascidos que eu entendi como era feita a pega correta.

Tava na hora de amamentar? Eu chamava a enfermeira! Sim, a cada 3 horas eu apertava o botão da enfermaria e prontamente TODAS elas, de TODOS OS TURNOS, me ajudaram! Entrei na terça e sai na quinta-feira do hospital. Ao deixar o quarto pensei: será que vou dar conta desse bezerrinho, sozinha em casa, sem dormir e a cada três horas?! Não me acovardei. Fui segura de que tudo ia dar certo

Óbvio que não deu! Mas estar segura e ter por perto pessoas que te dão apoio, faz toda a diferença. Eu recebi ajuda do pai do Vicente que me incentivava a dar o peito, da avó dele, da bisavó. Até a inerte almofada de amamentação fez toda diferença.

Mas foi no sábado que meu leite desceu e eu senti os peitos virarem dois vulcões quentes empedrados numa ampla erupção láctea. Me deu febre, alergia no corpo todo, calorão e indisposição. É a chamada  APOJADURA, um fenômeno de nome esquisito, mas super natural sobre a descida do leite. Neste emblemático dia, recebi a visita da minha enfermeira obstetriz, uma sacerdotisa do sagrado feminino, que me ajudou muito. Aliás, foi ali que eu aprendi a dar o "mamá" deitada (que alegria para quem não dorme muito como eu).

Nos primeiros 10 dias, mesmo mamando a cada três horas, Vicente não engordou nada, pelo contrário, perdeu peso. Voltei da primeira consulta pediátrica abaladíssima, achando que meu leite era fraco, que eu não sabia amamentar, cheia de neuras. Fiz a louca e comprei uma balança pra contar cada grama que o bebê ganharia e daí intensifiquei as mamadas num ritmo de operária da revolução industrial. Cada vez que ele mamava eu dava os dois peitos. Sim, e deixava ele esvaziar, eram 30/40 minutos amamentando. Só em propaganda amamentar dura um minuto, minha gente! É demorado, dá sede, cai até cabelo!

Tive a sorte de não ter complicações, nenhuma mastite, nenhuma dor ou ferida. Apenas um ducto obstruído, nada que uma boa massagem (simmmmm, massageie seu peito, amiga), não resolvesse.
 
De lá pra cá, Vicente não parou de ganhar peso, e eu que achava "esquisito" ver bebezão mamando, agora (pago a minha língua), e dou muito leite materno pro guri. Aliás, desde o nascimento do meu filho, amamentar é o verbo mais constante na minha vida. Sou - desde o primeiro dia - adepta da livre demanda. Ele mama quando quer, a hora que quer e a quantidade que quer. Amamentar me deixou muito mais próxima dos outros mamíferos, me sinto mais fera, mais bicho. Tipo vaca, uma vaca das divinas tetas e tretas! :)  


Segue a trilha para esse post tão cheio de leite bom para os caretas...

 


SOBRE AMAMENTAÇÃO: a gente precisa ter PACIÊNCIA, FORÇA DE VONTADE, RESIGNAÇÃO, PRIVAÇÃO DO SONO E NÃO EXISTE - EM HIPÓTESE ALGUMA - LEITE FRACO. Todo leite materno é divino, maravilhoso! Mas sei que muitas mulheres, por "N" motivos não puderam ou não conseguiram dar o peito aos filhos. Minha mãe, por exemplo, só me amamentou por 60 dias. Depois ela não teve mais leite. Isso não tornou ela melhor ou pior. Cada caso é um caso. E seja no peito ou na mamadeira o importante é o bebê ser alimentado, ok?!

09 novembro 2018

Hotéis do mundo: Cidade do Panamá

Ele é um pequeno país da América Central, mas apesar de pequenino é poderoso: já foi posse dos colombianos, franceses e americanos. E é ali que se encontra o Canal do Panamá, uma gigantesca obra de engenharia que liga os oceanos Atlântico ao Pacífico, permitindo a passagem de navios e alavancando o comércio marítimo internacional pela região. A economia panamenha é forte graças a essa construção que ficou pronta só em 1914. Pra se ter ideia, a moeda local se chama BALBOA, e na conversão para o DÓLAR, fica 1 por 1. Isso mesmo, um dólar é igual a um balboa, um câmbio dos sonhos, não é mesmo?

E quem disse que uma rápida passagem por um novo país não deixa suas marcas?! Foi no Panamá que eu vi pela primeira vez a Costa do Pacífico, e fiquei tão encantada nem deu tempo de sacar o celular da bolsa e fazer uma foto, eu quis mesmo era curtir o momento.


A cidade do Panamá é desenvolvida, possui arranha céus de mais de 60 andares e um trânsito pesado, de cidade grande. Cosmopolita e inquieta, a capital panamenha me conquistou, apesar do tempo feio e chuvoso que pegamos durante a nossa estadia.

 E por falar na estadia, preciso compartilhar a experiência do hotel que ficamos: Hilton Garden Inn Cidade do Panamá é nota mil! Ótima localização, atendimento, conforto e alimentação. Não é um hotel de alto luxo, mas cumpre seu papel com exímia qualidade.


O Hotel é moderno, com confortáveis sofás no seu lounge de entrada. A recepção é feita com um delicioso drink sem álcool, e o atendimento durante o check in e check out é perfeito. Recomendo fortemente esse hotel pelo custo/benefício e por ter instalações internas amplas, arejadas e sempre limpas.


A área comum da entrada do hotel é muito aconchegante e permite que você desfrute do lounge sem ser incomodado.


Outro ponto forte são as acomodações: cama imensa, ar condicionado, luzes indiretas, TV, frigobar, cofre, mesa, poltrona de leitura, banheira, etc...
 


Nosso quarto não tinha a vista mais espetacular da cidade, mas dali víamos que estávamos perto de shoppings, cassinos, Hard Rock Cafe entre outras atrações. Aliás, conseguimos nos locomover pela cidade usando o Cabify e foi muito mais em conta do que usar taxi.


Deixamos a capital rumo a Colón, no outro extremo do país, e adivinhe?! Cruzamos o Panamá  - do Pacífico ao Atlântico, em apenas 2 horas de viagem de carro. E mesmo debaixo de chuva eu adorei esse país!